A cor está em tudo!
Num prato de comida, na roupa, na natureza, no cosmos e como não poderia ser diferente, na música!
Pensemos numa marchinha de carnaval… É uma canção alegre, então que cor lhe vem à mente? Amarelo, azul, preto ou marrom?
Claro que uma marchinha carnavalesca está muito mais para o amarelo enquanto o Blues está para o azul mais escuro, pois é um gênero musical de lamento com letras falando de dor… (sempre respeitando as derivações de cada gênero e também as escalas das cores).
Para um melhor entendimento:
Qual a ligação entre a cor e o som?
Os dois se propagam!!!!!!
A música é feita de ondas (vibrações) sonoras que se propagam no ar chegando assim aos nossos ouvidos (captadores) que levam a mensagem até nosso cérebro.
A cor é feita de vários tipos de ondas que podem então assumir diversas cores (desde o violeta até o vermelho), em função do comprimento de cada onda.
Como descobrir a cor de uma música?
Na música temos:
O som grave (baixo)
Médio (intermediário)
Agudo (alto)
Quando cantamos uma canção onde as notas são mais agudas lembramos do céu.
E quais cores estão ligadas ao céu?
Azul, amarelo, lilás e todos os tons claros.
Quando cantamos uma canção onde as notas são médias, esse som está ligado ao ar.
E quais as cores que nos remetem ao elemento ar?
Nem tão clara, nem escura, assim como o laranja, violeta, entre outros nuances.
E por fim, o grave (baixo), sons mais pesados, fúnebres, ligados ao elemento terra, raiz, tendo assim o cinza, marrom, preto…
Para escutar:
Sons claros – Aquarela do Brasil (Ary Barroso)
Sons médios – As Rosas não Falam (Cartola)
Sons escuros – Meu Mundo Caiu (Maysa)
Descobrir a cor do som é uma terapia e para quem canta ou toca um instrumento é primordial, pois através das cores conseguimos interpretar com a *intensidade devida, transmitindo assim, a alma da letra e da música para o ouvinte que com toda certeza sentirá de forma mais profunda.
* Intensidade – é a qualidade do som ser mais forte ou fraco, dependendo da energia emitida pela fonte sonora.
VAMOS COLORIR!
Escolha uma música, leia em voz alta respeitando as pontuações, calmamente, prestando atenção na letra e depois de entendida e absorvida, pinte cada frase com a cor que ela pede.
Lembre-se:
Parte aguda (alta) – CÉU - cores claras
Parte média (intermediária) – AR – nem muito claras, nem escuras
Parte grave (baixa) – TERRA – tons escuros
Numa música podemos ter várias cores!
Escute:
A melodia é alegre ou triste?
Não dá para cantar uma marcha fúnebre sorrindo, nem com uma voz azul clara, não é?
*Ao pintar não pense demais na frase, pois para encontrar a cor tem que ser instintivo.
A música vai pedir seu tom!
Depois de colorir, cante a!
Esteja numa posição confortável, de preferência em pé, braços relaxados para uma melhor emissão e aproveitamento sonoro.
Nas melodias agudas (claras) temos a doçura, voz suave como os sons celestiais.
Nos médios temos uma voz mais presente, forte, entre o claro e o escuro.
Nas sonoridades graves (escuras) temos a voz mais reprimida, dorida, pra dentro, transmitindo verdade a cada parte da canção.
Se cantarmos uma canção sem intensidade, igual do começo ao fim, sem expressão, sem cor, sem enfatizar nenhuma parte, teremos uma música reta e fria.
E quem quer ouvir uma música assim? Presumo que ninguém, não é?
Temos que dar movimento a música!!!
Como o som do mar…
Uma onda traz seu som leve, a seguinte é mais bravia… Assim como nossos sentimentos.
Sentir a música e entregar-se a ela é o que chamamos de INTERPRETACÃO!
Que nós possamos colorir todos os dias a nossa canção de vida!
No próximo encontro daremos continuidade a esse assunto abordando:
A COR DA VOZ!
Luz e Som sempre!
Beijos Musicais!!!
Giselle Maria
Cantora e Professora de Canto
giselle.cantoria@hotmail.com
http://giselle.musica.nafoto.net