Devemos ser vegetarianos?

Março 7th, 2010 de Priscila

Em todas as épocas e tradições espirituais, há inúmeros relatos de benefícios espirituais advindos da sutilização alimentar. Mas isso não precisa ser uma regra, nem um dogma, e menos ainda um convite à radicalização.

PARTICULAMENTE creio que somos onívoros, como os chimpanzés. Nem tão vegetarianos, nem tão carnívoros. Jesus multiplicava peixes e tomava vinho. Acho que é por aí.

É bom lembrar que os povos de maior longevidade no planeta são os japoneses e os mediterrâneos. A alimentação de ambos é riquíssima em vegetais, cores e variedades; e contém pouca carne vermelha.

E mesmo aqui, a alimentação mais aceita como natural e saudável em geral usa bastante de folhas, legumes, grelhados - e um pouco de carne branca, sem exagero, especialmente peixes. E falam dos flavenóides do vinho. Curiosamente, parece com a dieta dos japoneses e mediterrâneos. Curiosamente, lembra também os hábitos - peixe e vinho - atribuidos a Jesus.

Equilíbrio e bom senso, essas são as palavras. As pessoas tendem a sair de um radicalismo a outro, e como diz o Tao Te King, o equilíbrio nunca pode residir nos extremos.

Além disso, Sai Baba lembra que “alimento”, espiritualmente falando, é tudo aquilo do exterior que metabolizamos dentro de nós - amizades, músicas, sintonias, leituras, filmes, ambientes que escolhemos e o que comemos. Tudo é hara e manipura. Tudo isso deveria ser mais sutil.

O que “entra pela boca”, embora importante, é apenas a ponta do iceberg. Mas sutilizar ao menos isso - ou evitar excessos - já é um começo. O corpo é o templo base nessa existência. É por isso que Osho dizia que, nesse caminho espiritual, “quem não se preocupar com um barrigão, dificilmente se preocupará com qualquer outra coisa”.

Lembrando que não são verdades absolutas, mas o que você pediu: a minha opinião, independente do lado ecológico ou ético da questão. Afinal, não sermos vegetarianos implica em matar animais, e isso traria infinitas outras nuances de discussão, inclusive religiosas.

Lázaro Freire
Palestras, cursos e atendimentos individuais em Terapia Transpessoal, com abordagem Junguiana / Psicanalítica / Espiritualista.

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O aspecto marcial das artes internas (taijiquan, bagua zhang e hsing Yi quan)

Outubro 22nd, 2009 de Priscila

O tai chi chuan é, antes de tudo, uma arte marcial; diferente das outras, obviamente porque se realiza em execuções lentas e meditativas, utilizando a força interna: “chi”.

Os primeiros praticantes a desenvolver a arte do tai chi foram os da família “Chen”, que existe até hoje e tem por característica movimentos explosivos no transcurso da sequência (exemplo: socos e chutes repentinos).

As famílias seguintes, como “Yang, Wu”, etc. foram excluindo algumas características dos “Chen”, possibilitando a todos os interessados acesso à arte sem treinamentos excessivamente marciais.
No entanto, ainda hoje há competições abertas para praticantes de taijiquan, bagua zhang e hsing Yi quan na modalidade de combate “tui shou” - onde um oponente tem o objetivo de derrubar ou desequilibrar o outro (modalidade chamada de pés fixos ou passos fixos) ou então de tirá-lo de uma área de combate, um círculo, (permitida neste caso a locomoção dentro da área demarcada para aplicação dos golpes). No Brasil, a maioria das escolas de tai chi chuan não se especializa no combate “tui shou” a fim de obter êxito em competições, sendo apenas uma prática que integra o currículo do aluno para desenvolvimento e conhecimento. No entanto, com uma procura mais direcionada, é possível encontrar escolas que ensinam o aspecto marcial das artes internas.

Saulo Nunes
Professor de Tai Chi
www.manimaha.com.br/taichi

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Espiritualidade com Discernimento

Setembro 8th, 2009 de Priscila

Cresce cada vez mais o número de pessoas que se declaram espiritualistas sem ter uma religião definida. Por um lado isso é bem positivo, pois as pessoas percebem que podem ser religiosas ou ter espiritualidade sem entregar seu discernimento a um líder religioso com um pacote fechado cheio de dogmas. Entretanto, tenho observado também o aumento de um subgrupo que chamo de “esquisotéricos”, uma junção divertida e bem humorada de esquisitos com esotéricos.

Esse subgrupo é composto por pessoas que “engolem” tudo o que lêem e o que lhes dizem, sem o menor discernimento. Fazem a simpatia do amor para amarrar o escolhido aqui, desejam tirar do caminho uma outra pessoa acolá, acendem uma velinha para o grande mestre sagrado não-sei-das-quantas, fazem o ritual do supremo sagrado fulaninho-de-tal e tudo de maneira superficial, por modismo puro, sem entender o que aquilo realmente pode representar e sem vivenciar a rica experiência que isso pode proporcionar.

Ser espiritualista é muito mais que isso; para ser espiritualista é necessário ter o mínimo discernimento, saber separar o que tem de bom do que não presta: o joio do trigo; inclusive, na leitura deste texto deve-se usar o discernimento, com o crivo da razão.

Não existe o floral “resolve tudo”, o insenso remove-tudo, o elixir me-faça-feliz-instantaneamente ou ainda fórmulas mágicas que resolvam tudo do dia para a noite.

Qualquer caminhada, seja ela qual for, exige discernimento, dedicação e coerência. Essas ferramentas são válidas e nos auxiliam muito no nosso caminho, entretanto, não substituem nossas ações, nossa coerência e nosso discernimento; também precisamos fazer a nossa parte para que essas ferramentas sejam eficientes.

A espiritualidade deve ser um estado de espírito, deve fazer parte do nosso íntimo, deve estar incorporada ao nosso dia-a-dia e em nossas atitudes com tudo o que nos cerca. A atitude espiritualista não é para ser praticada só nos seus momentos de ligação com o Sagrado e sim em todas as nossas ações do dia-a-dia.

Outra coisa muito importante a se ressaltar é que ser resignado e ter atitude espiritualista não é ser bobo e nem saco de pancada; é necessário ter coerência também neste quesito e saber ser justo com o que ocorre à nossa volta, entendendo que existem horas de aceitar e baixar a cabeça, mas também existem horas de se impor, fazendo-se respeitar, sempre com a flexibilidade necessária, tolerância e sem extremismos.

Tenho um amigo que sempre diz: “Céu e Inferno: cada um carrega o seu dentro do peito”, numa alusão clara que nós produzimos nosso Céu ou nosso Inferno de acordo com nossas atitudes e pensamentos. O sagrado e o profano são atitudes e pensamentos que carregamos e realizamos no dia-a-dia e não algo externo e alheio.

Seja qual for o caminho escolhido a seguir, tenha sempre discernimento para: olhar o que serve e o que não serve; o que é bom e o que não é; e não deixe as coisas serem apenas superficiais. Entenda o mecanismo, o porquê, o significado de toda a simbologia, e aí sim, viva a espiritualidade como ela deve ser vivida.

Paz e Luz

Valter Cichini Jr.

Psicanalista Transpessoal - Individual, Casal ou Grupos.
Atendimento Presencial ou On-Line

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A energia (Chi)

Setembro 5th, 2009 de Priscila

A todo praticante de tai chi chuan, o conceito de “chi” (ou energia) é fundamental. Sentir o “chi” é mais importante ainda, porque é o objetivo primordial do tai chi chuan.

Entenda “chi” como ENERGIA, na concepção mais simples possível desta palavra. “Chi” é uma energia sutil, que permeia todo o universo (céu, terra, ar, plantas, rochas, água, animais, etc.) e que existe em todos os seres humanos, mas poucos procuram desenvolvê-la para obter os seus benefícios.

Desenvolvemos a energia no tai chi chuan executando sequências de “chi kung” (ou “qi gong”); chi kung são exercícios que trabalham a energia no nosso corpo.

Sem esse trabalho energético (sentir a energia), o praticante não faz nada além do que uma simples ginástica quando executa os movimentos do tai chi chuan. Executar esta ginástica até faz bem, porém pouco diante do que pode-se aproveitar praticando-na com a intenção no “chi”.

Saulo Nunes
Professor de Tai Chi
www.manimaha.com.br/taichi

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Tai Chi Pai Lin faz bem à saúde!

Agosto 8th, 2009 de Priscila

O principal motivo pelo qual as pessoas procuram o Tai Chi Pai Lin é o foco das suas práticas na saúde. Isso não é por acaso:

* O Mestre Liu Pai Lin foi um dos introdutores da Medicina Chinesa no Brasil, no início década de 70;

* O seu filho, Mestre Liu Chih Ming é Vice-Presidente da Federação Mundial de Acupuntura e Moxabustão (WFAS), diretor do comitê de provas desta importante organização internacional e membro do Conselho Executivo da Federação Mundial das Sociedades de Medicina Chinesa (WFCMS), além de Consultor da Academia de Medicina Tradicional Chinesa de Hong Kong.

Podemos afirmar portanto que o Tai Chi Pai Lin é verdadeiramente uma prática para saúde. Suas sequências de chi kung (qi gong) têm grande ênfase na rotina do praticante, pois são fundamentais para seu desenvolvimento pessoal.

Na wikipédia, há a seguinte informação: “O Mestre adotou o nome Pai Lin (bailing), que em chinês significa cem anos, para expressar seu desejo de que todas as pessoas possam ter uma vida longa e saudável: ‘Não é só o meu próprio nome, mas o de todos que se dediquem de coração a essas práticas’. (Mestre Liu Pai Lin, 1992)”.

Se você é alguém que busca qualidade de vida e longevidade, busque a turma de Tai Chi Pai Lin mais próxima de você e inicie agora esta jornada de bem estar!

Saulo Nunes
Professor de Tai Chi
www.manimaha.com.br/taichi

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