Teorias e Objetivos da Medicina Tradicional Chinesa

Março 27th, 2008 de Priscila

Dao ou Tao

O Tao é o processo cósmico no qual se achavam envolvidas todas as coisas; o mundo é visto como um fluxo contínuo, uma mudança contínua. Existem padrões constantes nessas mudanças, que podem ser observados pelos homens. O sábio reconhece esses padrões e dirige suas ações de acordo com eles. Assim, ele se torna “Uno com o Tao”, vivendo em harmonia com a natureza e obtendo sucesso em tudo que realiza. Lao Tsé ensina que Tao (cujo significado pode ser “caminho”) não passa de um termo aceitável para o que fora melhor chamado “o Inominado”. Dizer que existe é excluir o que não existe, apesar de o vazio ser sua verdadeira natureza. As palavras limitam, e Tao não tem limites. A característica principal do Tao é a natureza cíclica de seu movimento e sua mudança incessantes. Essa idéia é a que todos os acontecimentos na natureza apresentam padrões cíclicos de ida e vinda, de expansão e contração. A idéia de padrões cíclicos no movimento do Tao recebeu uma estrutura precisa com a introdução do oposto polar Yin e Yang. Todas as manifestações do Tao são geradas pela inter-relação dinâmica dessas duas forças polares.

Energia Qi

Há milênios foi desenvolvido no Oriente, um sistema filosófico, cultural, religioso e científico, relacionando uma energia com todas as coisas e especialmente com os seres vivos. Essa energia é conhecida como Ki no Japão, Qi ou Chi na China, Prana na Índia e atualmente bioenergia no Ocidente. Os orientalistas que se referem aos escritos cosmológicos e filosóficos, traduzem Qi como sendo o sopro original que originou Yin-Yang, mas os acupuntores preferem utilizar a palavra “energia”. Qi ou Chi dá origem ao Céu e a Terra: os sopros ligeiros, mais Yang, sobem e formam o Céu; enquanto os sopros pesados, mais Yin, descem e formam a Terra. Entre o Céu e a Terra se encontra o homem, com energia própria e submetida às leis do Céu e da Terra.

Objetivos das práticas terapêuticas orientais

O objetivo das práticas terapêuticas baseadas na medicina tradicional chinesa é compreender os fatores que propiciaram ao indivíduo o seu desequilíbrio energético e tentar restabelecer a fluidez energética obtendo o equilíbrio. Para isso, o seu diagnóstico (mais correto avaliação energética) procura estabelecer relações do seu comportamento, alimentação, analisa odores, transpiração, pulso, língua, condições da natureza a que esteve exposto, entre outras coisas, para determinar qual é o princípio de tratamento a ser realizado. Este tratamento energético pode ser obtido através de diversas práticas terapêuticas orientais.

As práticas derivadas da Medicina Tradicional Chinesa - MTC, como a Acupuntura e as Massagens Orientais (por exemplo, o Tui-Na na China e o Shiatsu do Japão), gozam de grande aceitação no mundo ocidental há várias décadas, por sua reconhecida eficácia na prevenção e tratamento de doenças diversas, principalmente aquelas envolvendo sintomas dolorosos em geral.

Através de manobras como fricção, percussão e movimentos do corpo, bem como o emprego de utensílios como a moxa e as ventosas, podem equilibrar o funcionamento orgânico, regularizando o fluxo de Qi no organismo. Tais técnicas podem ser utilizadas na prevenção e também podem ser empregadas para amenizar ou corrigir os desequilíbrios que causam dores, ansiedade e stress.
Tais recursos estimularam muitos profissionais da área de saúde a incluírem estas atividades não somente em consultórios privados, como também em hospitais e serviços de saúde pública, onde existem ambulatórios de acupuntura e massagem oriental com demanda considerável por parte da população. A Organização Mundial de Saúde recomenda estas práticas enquanto Terapias Complementares à medicina ortodoxa por seu efetivo valor, baixo custo de implementação e em razão disto, têm sido objeto de pesquisa em universidades e círculos científicos.

Várias estudos do gênero indicam que a Acupuntura e afins promovem influência significativa sobre o Sistema Nervoso (SN) como um todo. Através de mecanismos fisiológicos que são engendrados a partir dos estímulos sobre a pele, o SN Periférico encaminha estas informações ao SN Central (cérebro e medula espinhal), onde são elaboradas complexas reações neurológicas e bioquímicas.
Substâncias como a endorfina, serotonina e outras são liberadas no cérebro, constituindo-se numa verdadeira “farmácia” do corpo que atua na diminuição das dores, com efeitos antitérmico, antinflamatório e conseqüentemente, visando o fortalecimento do Sistema Imunológico e promoção do equilíbrio no organismo, o que permite entender como estas terapias podem atuar de forma eficaz sobre muitas questões, como em distúrbios emocionais, dependência de drogas, Lesões Por Esforços Repetitivos - LER ou Distúrbios Ocupacionais Relacionados ao Trabalho - DORT, manifestação importante no momento atual.

Leonel Riese
Cursos e Palestras sobre Terapias Orientais e em Qi Gong (exercícios taoístas).
Atendimentos com Acupuntura, Florais de Bach e Aulas de Tai Chi.

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Ciganos Banjara

Março 12th, 2008 de Cichini

Diversos grupos nômades podem ser encontrados na Índia entre eles, destacamos os ciganos Banjara ou Labhani que dedicam-se a arte, artesanato, trabalho com ferro e comércio de animais. Originalmente pertencem ao Deserto Thar do Rajastão e falam um misto entre o Romany e o Hindi, influenciados pela região a qual pertencem. Banjara significa “os que vieram das terras secas”.

A arte notória destes ciganos orientais é um fator muito relevante em suas vidas, especialmente enfatizado por sua música e dança, sempre baseados no Deuses e Divindades da mitologia hindu, seus conflitos e lições, e na mística Sufi. São considerados os ciganos mais próximos da possível raiz e origem dos ciganos de uma maneira geral.

A apresentação do Grupo Maniji na Festa da Comunidade do Espírito Gitano está voltada aos Ciganos Banjara e suas tradições, enfatizando a instrumentos utilizados em seu bailado folclórico, tais como: o Kali ou Rovli (bastão) e o Horro ou Sabjia (espada).

Ambos tratam-se de armas brancas que originalmente eram instrumentos de batalha que, apaziguados pela arte da dança, ganham um caráter teatral e desafiador. Ressaltando assim, a masculinidade do homem cigano, assim como a força que deve este demonstrar perante a sociedade (cigana ou não-cigana). Também trata esta apresentação do duelo do Bem contra o Mal, onde a Maldade é certamente subjugada ou vencida pela Virtude.

Referências:
Enciclopédia Britânica
The Dance’s Guide

Links:
www.banjaramusic.com
http://br.youtube.com/watch?v=ssae0D3Mw7M&feature=related
http://br.youtube.com/watch?v=w8cZL37Y_Wk&feature=related

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Manual para a Prática de Yoga

Fevereiro 26th, 2008 de Priscila

Mantenha sua professora sempre informada sobre seu estado de saúde, lesões ou dores que possam afetar a sua prática. Se você estiver machucado ou com algum mal estar, as posturas que você não pode ou não se sente bem em fazer devem ser trocadas por uma variação que melhor atenda às suas necessidades. A professora poderá orientá-lo quanto às variações.

O que é Yoga, Yôga ou Ioga?

Yoga é uma prática milenar de origem indiana que visa objetivos diversos, tais como autoconhecimento, equilíbrio, saúde física e mental. Contudo, sua proposta original é conduzir o praticante ao Samádhi - estado máximo de expansão da consciência do Ser Humano. Literalmente, Yoga significa união pois ele une e integra o corpo, a mente e nossas emoções para que sejamos capazes de agir de acordo com nossos pensamentos e sentimentos.

Na pronúncia do termo sânscrito, o ‘Ô’ é fechado. No Brasil, há divergência fonética quanto a isso, devido aos hábitos de pronúncia do ‘Ó’ aberto da população de várias regiões do país. Aqui, os dicionários utilizam a grafia Ioga ao invés da transliteração original: Yoga.

Diferente do que muita gente pensa, não é necessário nada exótico para praticar Yoga e receber seus benefícios. Não se trata de uma religião ou seita a ser seguida, mas sim de uma filosofia de vida onde nada é imposto, apenas orientado visando o respeito mútuo, o crescimento pessoal, a longevidade e a paz interior. Experimente!

Quais os efeitos da prática do Yoga?

Os efeitos do Yoga são muitos em todos os níveis do nosso ser: físico, mental e emocional. Alonga e fortalece músculos e articulações devolvendo agilidade ao corpo, estimula o sistema imunológico e amplia a capacidade pulmonar, fortalece o sistema cardiovascular, reduz o estresse, garante energia e corrige a postura, promove a consciência corporal e a auto-estima. Auxilia o domínio de estados mentais negativos (autocontrole). Massageia e oxigena os órgãos internos e as glândulas, eliminando as toxinas do organismo sendo indicado, inclusive, para quem deseja abandonar vícios como o cigarro e a bebida, entre outras químicas. Proporciona um estado de contentamento e bem estar que não depende de fatores externos e está intimamente relacionado com a paz interior, que se reflete nas emoções e na atitude diante da vida.

Alguns efeitos dependem da regularidade com que você pratica. Embora levem alguns meses para se manifestarem, esses benefícios lhe acompanharão por toda a vida.

Qual é o tipo de Yoga ensinado no Maniji?

No Maniji temos o Hatha-Yoga, uma das linhas mais tradicionais e completas. A aula é composta por práticas vigorosas onde trabalhamos o corpo, a respiração e a consciência, sempre respeitando o limite de cada um. Manter o corpo em harmonia e flexível, livre de tensões é o foco dessa modalidade que busca através do domínio do corpo, atingir o domínio da mente. As técnicas de relaxamento e meditação auxiliam no combate ao estresse, nos colocando num estado de harmonia, serenidade e bem estar indescritível. É a melhor opção para adultos de qualquer idade, mesmo com algum tipo de limitação física (problemas de coluna, coração, etc.).

A prática começa de uma maneira tranqüila e, aos poucos, vai progredindo para posturas mais fortes e avançadas. Utilizamos um pouco da metodologia do Iyengar Yoga, ensinado por Sri. B. K. S. Iyengar, cuja prática se utiliza de alguns acessórios para facilitar as posturas e trabalhar ajustes e simetria.

Quantas vezes por semana eu devo praticar?

Duas práticas por semana produzem um resultado bom em médio prazo. Praticando três ou quatro vezes na semana, você fortalece e energiza seu corpo muito mais rapidamente, o que lhe deixará estimulado a continuar as aulas. Quando não há a disponibilidade para praticar por duas ou mais vezes na semana, o melhor é manter ao menos uma aula por semana e praticar a seqüência de “Saudação ao Sol” em casa, sempre que possível. Regularidade é fundamental para obter resultados, portanto, não falte às aulas.

E se eu não conseguir fazer todos os exercícios?

Nenhum de nós consegue fazer todos os exercícios. Se você ficar perdido durante a prática, pare por um momento e observe as pessoas que estão ao seu lado e se necessário chame pela professora. É comum, nas primeiras semanas, ter alguma dificuldade pois não estamos familiarizados com os exercícios. Após algumas práticas, você será capaz de acompanhar perfeitamente as instruções da professora.

Mas e se eu não puder nem mesmo tocar os pés?

Para começar a praticar Yoga, a única coisa que você precisa é de uma mente flexível. Com tempo e paciência a flexibilidade do corpo virá. O mesmo pode-se dizer em relação à força e resistência. No Yoga trabalhamos dentro dos limites de cada um e nosso principal objetivo é desenvolver a aceitação em relação ao corpo e, a partir daí, poderemos crescer na prática e expandir nossos limites.

O que devo vestir para a prática?

Use roupas leves e próprias para exercícios. Uma camiseta e uma bermuda, short ou calça, seja de moletom, legue ou bailarina, é suficiente e não se preocupe com tênis pois praticamos com os pés descalços. É importante que a roupa seja confortável e visualmente agradável. Isso aumenta a vontade de praticar.

Preciso de algum material especial para fazer Yoga?

O material nós fornecemos. Recomendamos trazer uma toalha de rosto para enxugar o suor se for necessário.

E se eu precisar chegar alguns minutinhos atrasado?

É fundamental que você chegue no horário. A prática tem uma estrutura que ajuda a preparar o corpo antes das posições. Além disso, nos primeiros minutos da prática procuramos criar um ambiente adequado para que a mente se estabilize e sua consciência aflore. Se você perder cinco ou dez minutos, já estará comprometendo sua prática, pois seu corpo não estará no mesmo ritmo dos demais, sua mente estará dispersa e você poderá forçar demasiadamente.

O que significa Namastê?

NAMASTÊ é o cumprimento em sânscrito que usamos no final da prática e significa “a minha essência saúda a sua essência”. Essa saudação invoca a percepção de que todos nós compartilhamos da mesma essência, da mesma energia e, portanto, não há distinção ou competitividade entre os praticantes. O Yoga nos ensina a ver nos outros um reflexo de nós mesmos, assim, desenvolvemos a compaixão e a conexão com tudo o que nos rodeia.

O Yoga é para todos. Não é apenas para pessoas sadias ou apenas para doentes, para extrovertidos ou deprimidos. É para seres humanos!

Om Shanti

Priscila Lins Sandoli
priscila.sandoli@gmail.com

http://priscilasandoli.spaces.live.com
www.maniji.com.br

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Práticas Terapêuticas Orientais

Fevereiro 7th, 2008 de Priscila

A Medicina Tradicional Chinesa se baseia em conceitos Taoístas e energéticos, os quais enfocam o indivíduo como um todo e como parte integrante do universo. Para ela, o indivíduo é constituído por um conjunto de energias, provenientes do Céu (Energia Yang) e da Terra (Energia Yin), que fluem por todo do corpo, e que devem estar em constante equilíbrio; quando isso não ocorre, temos então a manifestação de Patologias. O terapeuta objetiva restabelecer o fluxo da Energia Vital (chamada pelos chineses de Qi ou Chi) pelo organismo, e para isso, lança mão de vários recursos, tais como a acupuntura, a moxabustão, a ventosaterapia, a farmacopéia, a dietética, o Tai Chi Chuan, a magnetoterapia e o Qi Gong (Chi Kung) dentre outras tantas técnicas orientais.

Terapia: o que é?

Etimologicamente, o termo Terapia vem do grego Thaerapia que significa “Servir a Deus“. A prática terapêutica é muito antiga e concilia a ligação do homem com a natureza. Os primeiros terapeutas surgiram entre os egípcios, onde a prática da cura era dirigida através da força de suas divindades. Podemos incluir também os ritos xamãs que se difundiram pela antiga Europa.
A ordem dos Essênios possuía manuscritos que hoje ainda estão sendo traduzidos, com o título de “Thaerapéia”, que fornece técnicas de banho de imersão, a utilização de energia solar, a prática com minerais, entre outras práticas.
Os antigos gregos manifestavam grande interesse por trabalhos de cura utilizando recursos naturais. Naturalmente existia toda uma mística que envolvia esta prática, já que essa civilização dava muita importância aos sonhos, ás fenomenologias naturais, ás energias cósmicas, ás cores e aos sons, aos animais, minerais, plantas, etc.
Ser terapeuta é basicamente uma função do amor, e o amor somente flui quando não há ego. Você só pode ajudar o outro na medida em que você não é egoísta. No momento em que o ego entra, o outro se torna defensivo. O ego é agressivo; ele cria uma necessidade automática no outro de ser defensivo. O amor é não-agressivo.
Ele ajuda o outro a permanecer aberto, não-defensivo. Terapia, portanto, é uma função do amor. No Oriente, a nossa abordagem é de que o terapeuta não tem de fazer nenhum trabalho. O terapeuta torna-se simplesmente um veículo para a Energia de Deus. Ele tem somente que estar disponível como um bambu oco, de maneira que Deus passe através dele. O curador tem de se tornar simplesmente uma passagem.
O paciente é um homem - aos olhos orientais – que se tornou egoísta e perdeu o seu contato com Deus. Ele criou uma tal Muralha da China a sua volta que não sabe mais o que Deus é, ele não sabe mais o que é a totalidade. Ele está totalmente desconcertado das suas raízes, da própria fonte da vida. É por isso que ele está doente - mentalmente, fisicamente ou de qualquer outra maneira. A doença significa que ele perdeu a trilha da fonte. O curador (healer), o terapeuta no Oriente, tem como função conectá-lo com a fonte novamente.

O que é a Prática Terapêutica Oriental ou Holística?

Do grego holos = todo, total. É a terapia que, em vez de tratar apenas os sintomas físicos, trata o ser humano como um todo: o físico, o energético, as emoções, a mente (os pensamentos, crenças) e a parte espiritual, pois entende que cada um desses níveis afeta o outro. É o mesmo que terapia complementar ou alternativa, como a grande população refere.

O objetivo das práticas terapêuticas baseadas na medicina tradicional chinesa é compreender os fatores que propiciaram ao indivíduo o seu desequilíbrio energético e tentar restabelecer a fluidez energética obtendo o equilíbrio. Para isso, o seu diagnóstico (mais correto avaliação energética) procura estabelecer relações do seu comportamento, alimentação, analisa odores, transpiração, pulso, língua, condições da natureza a que esteve exposto, entre outras coisas, para determinar qual é o princípio de tratamento a ser realizado. Este tratamento energético pode ser obtido através de diversas práticas terapêuticas orientais.

Leonel Riese
Cursos e Palestras sobre Terapias Orientais e em Qi Gong (exercícios taoístas).
Atendimentos com Acupuntura, Florais de Bach e Aulas de Tai Chi.

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A Bioenergia dos Trabalhos Feitos

Fevereiro 7th, 2008 de Cichini

Todos nós conhecemos ou ouvimos alguma história de alguém que foi vítima de “trabalho feito” lançado ou encomendado por um desafeto qualquer. Infelizmente pela nossa condição humana essas coisas ainda ocorrem; também é verdade que vêm diminuindo gradativamente em função da evolução humana, mas ainda ocorrem.

Quando um trabalho dessa natureza é realizado, algumas características energéticas são acionadas e são essas características que vamos focar e não a técnica em si.

Outra coisa importante a frisar é que todo trabalho desse tipo sempre tem a participação de espíritos que se dispõem a realizar essa função. Isso não é feito de graça, eles cobram um “pedágio” para realizar a parte que lhes cabe. A “taxa” mais comum costuma ser uma parte dessa energia para que eles possam fazer o que bem entenderem.

Um fator comum em todos esses trabalhos é o “testemunho”. Ele é algo que referencia energeticamente o “alvo” do trabalho, podendo ser um fio de cabelo, um pedaço de unha ou um objeto da pessoa em questão. Quando não se consegue um “testemunho” pode-se fabricar um colocando o nome da pessoa em um papel: este funciona como endereço energético para direcionar a energia até o seu destino.

Um dos trabalhos mais conhecidos é o de costurar a boca do sapo com o “testemunho” dentro dele. Este animal é considerado, por aqueles que realizam esse feitiço, um poderoso captador energético. A grosso modo, o feiticeiro coloca o “testemunho” dentro do sapo e costura a sua boca com o animal ainda vivo e posteriormente o solta. Durante o seu processo de morte é mais que esperado que esse animal entre em agonia, desespero e tenha sensações nada agradáveis. Essas sensações vão interferir na energia que ele já capta por ser uma poderosa “antena psíquica”. O “testemunho” aliado ao trabalho realizado pelo feiticeiro e mais os espíritos que manipulam isso direcionam essa energia pesada para aquele que é o alvo.

Um outro trabalho bem popular é o despacho que normalmente é feito à base de energia animal. Pode ser usado um sacrifício animal, terra de cemitério, ossos ou coisas desse gênero, dependendo do tipo de despacho a ser realizado, complementados pela companhia de velas e outros apetrechos específicos. Esses itens contêm forte carga de energia animal e essa energia é direcionada para a vítima.

O boneco de cera é popular nos trabalhos de “vudu”; esse feitiço consiste em montar um boneco de cera, barro ou pano, com o “testemunho”, e usar agulhas para espetar nos locais onde estariam órgãos vitais. A intenção desse tipo de trabalho é prejudicar os órgãos em questão e com isso afetar a saúde física do alvo.

Mesmo não sendo dito, o que percebemos é que estes trabalhos são feitos à noite ou em lugares sem luz do sol. O sol tem uma característica muito poderosa que é a de dissolver energias mais densas - por esse motivo é aconselhável colocar nossos colchões e roupas de cama ao sol - por isso que os trabalhos são realizados durante a noite ou em ambientes sem o acesso dele, evitando sua atuação.

Vimos que todos esses trabalhos têm um fundamento e o que pode ocorrer nesse momento é pensarmos: “Estou ferrado!!!” Mas é importante termos ciência de que do mesmo jeito que tem a bioenergia e sintonia atuando de um lado, tem do outro também, ou seja, esse tipo de energia pode até ser direcionada a alguém, mas ela só vai conseguir atuar se o dito alvo estiver na mesma freqüência daquela carga.

Uma analogia bem interessante para exemplificar esse conceito de sintonia é o rádio. Ele está parado em um lugar específico e ao mudarmos o botão da sintonia ele muda a emissora que está pegando, ou seja, todas as ondas das várias emissoras estão no ambiente, mas ele captará a estação de rádio que estiver sintonizada.

Outra coisa importante que devemos notar é que as pessoas que se dispõem a realizar esse tipo de atividade estão exatamente na freqüência desse tipo de trabalho, ou seja, eles acabam sendo os mais vulneráveis e é por isso que geralmente se preocupam tanto em se proteger de alguma forma.

Como notamos, a maneira mais eficiente de nos protegermos desse tipo de energia é, simplesmente, sermos pessoas melhores, sem nos preocuparmos com a questão de saber se fulano ou beltrano é o responsável por aquele tal trabalho. Esse tipo de curiosidade só serve para nos deixar com raiva de alguém que pode ter feito o tal trabalho e assim “abrir a porta” para que essa energia chegue até nós. Então, simplesmente sejamos pessoas melhores e isso já funcionará como grande proteção contra esses trabalhos.

Paz e Luz
Valter Cichini Jr.
Cursos, Palestras e Atendimentos individuais em Terapia Transpessoal (Presencial ou On-Line).

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